Publicidade

Sistemas de ataque no basquetebol









Os sistemas ofensivos são delimitados na tentativa de se maximizar o objetivo principal do jogo: fazer cestas no adversário, atacando a cesta (meta) com máxima eficácia possível.

    Assim, as táticas ofensivas também evoluíram através de métodos que visam romper as defesas montadas, e, portanto, tratam de séries planejadas de deslocamentos e passes que objetivam aliciar jogadores adversários para fora de suas posições favoráveis de marcação, visando abrir espaço aos atacantes e colocar um jogador em condições de finalização.

    Para tanto, na perspectiva do ataque é possível à realização de três situações distintas: primeiro, a manutenção da posse de bola pelo maior tempo possível (dentro do que a regra permite), segundo, o desequilíbrio da defesa adversária, e por fim, a finalização.

    O ataque pode ser dividido em duas fases: primeira, aquela derivada da recuperação imediata da posse de bola através de um rebote defensivo, de um roubo de bola, do erro do adversário e etc., o que implica numa situação denominada de contra-ataque.

    No Basquetebol, o contra-ataque é um termo associado a um sentido de uma - resposta imediata - contra o ataque do adversário, com outro ataque, de forma inesperada, sem possibilidades de uma organização defensiva prévia (REIS, 2005).

    Numa segunda etapa, encontra-se aquela derivada do fato que nem todas as formas de contra-ataque resultam em pontos, e, sendo assim, surge a possibilidade da etapa ofensiva propriamente dita, denominada de ataque sustentado.

    Nesse sentido, torna imprescindível compreender que o ataque não pode ser uma simples disputa relegada ao acaso, à sorte, e, sim, deve configurar-se como uma possibilidade estruturada para se finalizar. Portanto, o ataque é algo que deve ser programado, pensado, delimitado, sistematizado, para que se tenha a maior possibilidade em alcançar êxitos.

    O ataque sustentado consiste no processo de atacar a equipe adversária através de alguma ação tática coletiva, devendo-se obedecer a certos princípios que tornarão mais fácil a tarefa dos atacantes, e, aumentarão as chances de acertos.

    O ataque sustentado se dá através de um posicionamento prévio da equipe em quadra, através de movimentações das posições dos jogadores que possibilitarão uma circulação ordenada da bola e dos jogadores no campo ofensivo, constituindo a fase denominada de – organização – que se apresenta como uma terceira fase do ataque, e que se dá em face do tipo de defesa enfrentada.

    Adenda-se que o ataque deve vislumbrar atacar com a máxima assertividade, o que pode se dar através do processo denominado desequilíbrio defensivo que consiste em ações individuais ou coletivas, que momentaneamente conduzem os defensores a pequenos lapsos espaciais na quadra, criando espaços e/ou situações em que o ataque pode finalizar (DE ROSE JÚNIOR e TRÍCOLI, 2005).

    Algumas situações podem criar esses desequilíbrios defensivos, que pode ser através da fixação da defesa, que por sua vez é algo estático e se traduz pelas ações ofensivas, coletivas, de criação de espaços a partir da visualização da quadra em eixos: longitudinal, transversal, central e periférico, e pode ocorrer através de três possibilidades:

    Primeiro, a fixação central, que se dá através da criação de espaços na área periférica, através da aproximação da ajuda na área do garrafão, e quando o passe é dado para a periferia, onde o espaço foi criado, o que pode acontecer através de uma simples inversão de bola pelo jogador que atraiu a defesa para o centro do garrafão.

    A fixação lateral, que pode ocorrer através de qualquer uma das formas de fixação da defesa, sempre do lado oposto aquele em que a defesa foi fixada ou atraída.

    E, a fixação periférica, que acontece quando a criação do espaço de dá no centro do ataque, através de jogadores infiltrados no garrafão e/ou de atacantes e defensores distribuídos próximos à linha de três pontos, que atraem os defensores para a periferia e liberam o centro do garrafão.

    Outro recurso normalmente utilizado pelas equipes para que estas situações ocorram se dá através da utilização do fundamento técnico do corta-luz, que pode ser classificado em corta-luz direto, quando é feito no marcador do jogador em posse de bola; ou indireto, quando é feito no marcador do jogador sem a posse de bola. Portanto, é a partir desse fundamento, que no Basquetebol, elabora-se uma gama diversificada de possibilidades de desequilíbrios e/ou fixações defensivas, que, comumente são traduzidas naquilo que se denomina por – jogadas.

    Ou seja: uma combinação de movimentações táticas ofensivas, coletivas, combinadas com deslocamentos, passes e corta-luzes, que vislumbram criar esses espaços ou situações, e colocar a equipe atacante em uma condição de tentar uma cesta.

    Após a conversão dos pontos ou do erro da equipe ofensiva – o equilíbrio defensivo – passa a ser o objetivo principal da mesma equipe, ainda na quadra ofensiva, mas sem a posse de bola, através da designação dos jogadores que irão se ocupar com a volta para a defesa, dando os primeiros "combates", evitando que se sofra um contra-ataque, com o sistema defensivo desestruturado.

Se você trabalha com crianças ou adolescentes, lida com atividades esportivas na escola e quer ideias de atividades deste esporte, não pode deixar de conhecer o TOP 100 BASQUETE ESCOLAR!


Comente:

Nenhum comentário