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Pliometria ajudando o treinamento de salto no Basquete





O Basquetebol tem evoluído muito, em relação a técnica e a tática do jogo, mas um item que não pode ser deixado de lado são as relações com a preparação física no Basquete. Algo que sempre vem ganhando muito espaço e evidência na preparação física são os treinos de Pliometria.


Com o aumento da estatura dos atletas de Basquetebol, novas metodologias de treinamento foram anexadas a preparação física da modalidade e uma delas é a Pliometria que nada mais é que uma forma de exercício que busca a máxima utilização dos músculos em movimentos rápidos e de explosão. Seu conceito baseia-se na exploração do músculo em sequências de contrações excêntricas e concêntricas buscando a otimização do mesmo.

A pliometria ao produzir movimentos explosivos nos grupos musculares treinados, induzirá adaptações fisiológicas nos atletas, o que lhes permitirá responder melhor às solicitações técnicas e físicas mais frequentes no jogo. A particularidade deste tipo de treino poderá beneficiar o basquetebolista na execução de gestos técnicos fundamentais tais como, por exemplo, quando lança ao cesto e rapidamente se desloca para recuperar o seu próprio lançamento.

Ajudando os jogadores a alcançarem novos horizontes aumentando a capacidade de saltar dos atletas tem sido muito explorada, com a inclusão de exercícios pliométricos no programas de exercícios dos atletas, essa que é a metodologia mais famosa para esse fim. Um atleta com grande impulsão vertical pode melhorar a quantidade de rebotes defensivos e ofensivos além de melhorar os seus bloqueios em arremessos, sem falar das enterradas para o deleite dos torcedores da modalidade.

Para uma boa execução de planos de trabalho para o treino pliométrico, três aspectos devem ser observados:

–  O preparador físico ou técnico deve ter em mente o principio da especificidade, ou seja os exercícios pliométricos voltados a pratica do Basquete, devem remeter ao Basquetebol;

– Não se deve simplesmente incluir  a pliometria aos programas de treino, assim como qualquer metodologia utilizada, o treino pliométrico deve ser integrado ao treino no momento certo, devido o aumento do impacto nas articulações dos atletas envolvidos;

– O Preparador Físico ou o Técnico deve ter domínio dos exercícios utilizados para entender a relação entre Demanda e Necessidade.

Tendo isso em mente o responsável pela preparação dos treinos deve remeter a outros três itens importantes para a construção dos programas de treino.

– Amortização: ao cair de cima de uma altura "h" o atleta gera uma força "G" que é resultado da ação da força de gravidade sobre a sua massa. Esta força é superior à força muscular que ele é capaz de desenvolver F( G>F). Ou seja, ocorre uma contração excêntrica, estimulando uso muscular;

– Estabilização: as sinergias musculares vão comprimindo G até anulá-la (E.G) e possibilitando a parada do movimento. Essa fase é muito curta. Logo em seguida desencadeia-se o reflexo miotático (RM), ocasionado pelo estímulo sofrido pelo fuso muscular preparando a impulsão;

Suplementação: ao movimento de extensão de pernas iniciado pelas fibras intrafusais, se soma a impulsão comandada pela vontade do atleta, gerando uma força de impulsão I resultante da soma das duas contrações( I = R + RM)

Toda Capacidade Física pode ser aprimorada e o Salto é uma delas, logo podemos treinar, mas é importante lembrar que antes de se iniciar qualquer trabalho pliométrico, o preparador físico ou técnico deve ter certeza de que o atleta tenha uma base de trabalho para suportar tal demanda.

Use a Pliometria para o treinamento de salto no basquete!

Duas dicas para quem lida com Treinamento de Basquete



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