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A liderança no Basquete








A liderança é uma das áreas da psicologia do esporte em que existe uma carência de estudos em diferentes modalidades e contextos esportivos. Pode ser definida como um processo que ocorre por meio de influências individuais dentro de um grupo para alcançar uma meta comum. Dado que liderança está disponível a todos dentro de um grupo identificaram dois tipos de liderança: formal e informal. Podem ser vistos como líderes formais no esporte aqueles que foram designados pela entidade esportiva, como, por exemplo, o técnico. Em contraste, outros membros da equipe podem ocupar papéis de liderança informais desde que os papéis deles desenvolvam uma base de interações com os colegas.

A liderança é um dos componentes mais importantes na gestão de pessoas nas organizações, entre elas, as equipes esportivas. Liderança no esporte se refere ao processo de inspiração ou influência em atletas de uma equipe para realizar suas tarefas com entusiasmo e competência, para atender os objetivos da equipe, e tem sido frequentemente considerada como uma das principais razões para o sucesso e o fracasso de um atleta ou uma equipe de esporte.

Gomes et al. (2006) afirmam que, analisando as publicações na área de liderança, se observa uma lacuna de trabalhos em contextos esportivos. Salminen e Liukkonen (1996) e Noce (2002) indicam que essa lacuna se dá principalmente relacionada a funções e ações dos treinadores. Segundo Weinberg e Gould (2001), a atuação do líder do esporte, uma vez efetiva, contribui diretamente para um desempenho superior de todos os participantes, merecendo assim uma atenção especial da academia.

Horn (1992) e Smith e Smoll (2005) indicam que as pesquisas na área de liderança no esporte se tem desenvolvido mediante pressupostos que o comportamento do líder/técnico tem um impacto significativo, de natureza negativa ou positiva, no desempenho do atleta ou no seu bem-estar psicológico. Dessa forma, a possibilidade de o treinador intervir pontualmente durante o intervalo ou no decorrer de uma partida demanda uma forte relação de confiança no atleta, o que pode apresentar-se como um dos fatores determinantes para o sucesso.

LIDERANÇA NO BASQUETEBOL

As trocas de técnicos na liga americana de basquetebol, a NBA (National Basketball Association), têm, diferentemente do Brasil, um ciclo pronunciado. Segundo Giambatista (2004), a maioria das mudanças de treinadores (61%) acontece logo após o fim de uma temporada. Treinadores contratados imediatamente depois de uma temporada têm aproximadamente seis meses e meio para integrar e trabalhar com o time. Assim, esse período é crucial para aprendizagem e adaptação mútua de jogadores e técnico. Até porque jogos não estão sendo ganhos ou perdidos, como na temporada de campeonatos. No Brasil, o basquetebol, assim como o futebol, promove um número de trocas de técnicos considerável durante as competições.

Riemer e Chelladurai (1995) sugeriram que liderança efetiva é um fator importante na satisfação de jogadores de esportes coletivos. De fato, uma relação entre essas duas variáveis já tem certo conhecimento dentro do domínio esportivo (Riemer; Chelladurai, 1995; Weiss; Friedrichs, 1986). Chelladurai (1978) incluiu a satisfação do atleta como uma consequência importante do comportamento do técnico no modelo multidimensional de liderança em esporte que desenvolveu.
Amorose e Horn (2000) indicaram, em estudos anteriores, que os jogadores de basquete com motivação intrínseca mais alta perceberam que seus treinadores possuem estilos de liderança que enfatizam treino e instrução. 

Beam et al. (2004) descobriram que um número significativo de jogadores de basquete universitário nos EUA prefere um comportamento de liderança de seus treinadores baseado em gênero, nível de competição, dependência de tarefa e variabilidade de tarefa.
Tharp e Gallimore (1976) identificaram em John Wooden, técnico de basquete dez vezes campeão nacional de basquetebol universitário pela University of Califórnia, Los Angeles (UCLA), um estilo de comportamento predominantemente autocrático, que, segundo eles, se tratava da maneira mais eficiente de liderança no basquetebol (o que fazer para fazer isso). Porém Sherman et al. (2000) encontraram em pesquisas na Austrália jogadores de basquetebol que preferiram uma realimentação mais positiva e um comportamento de treinamento democrático.

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