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Sistemas energéticos no Basquete







Cada esporte tem exigências diferenciadas, por isso devem ser priorizadas. Durante um jogo de basquete os indivíduos atingem esforços máximos por um curto período de tempo, e o período de recuperação ocorre após os esforços curtos e intensos nas pausas do jogo. Em termos de movimentação, o Basquetebol pode ser considerado bastante completo, por utilizar uma rica combinação das habilidades motoras naturais do repertório do ser humano, e que envolve uma variedade de movimentação associada à manipulação de bola, deslocamentos, saltos, corridas e a interação com outros atletas, qualificando-se como um desporto que exige um conjunto de aptidões físicas, perceptivas e cognitivas, em face à alta intensidade, ao padrão de precisão, implícitos nos esforços dos praticantes.

Quanto às Influências sobre as demandas energéticas, o basquetebol requer um fornecimento - misto - de energia, onde a própria combinação dos esforços permite o envolvimento das três vias metabólicas concomitantes, mas, com predomínio de uma sobre as outras; sendo esta, a que derivada do trabalho - intermitente - e que resulta nos ganhos afetos às possibilidades de menor fadiga e permite uma maior intensidade de exercício durante os períodos ativos.

Desenvolvimento dos três sistemas de energia com meios de treinamento específico para o jogo. Uma boa resistência aeróbia irá ajudar os atletas a jogarem eficientemente durante toda a partida, principalmente na segunda metade do jogo, uma boa recuperação depois do jogo e entre os exercícios depende de uma boa base aeróbia.

Desenvolvimento da força máxima, base do aperfeiçoamento da potencia, da aceleração. da desaceleração. das mudanças rápidas de direção e do trabalho rápido e altamente coordenado de pés.

Desenvolvimento da força-resistência, ou habilidade de realizar repetidamente ações de potência durante todo o jogo.

Desenvolvimento da velocidade máxima, realizada com boa técnica.

Os sistemas energéticos, como o próprio nome já diz, são sistemas responsáveis pela energia do organismo. Segundo Haddad e Daniel (2005, p.65), energia é “a capacidade de realização de trabalho”. Já trabalho, podemos entender como a aplicação de uma força ao longo de uma distância (FOSS; KETEYIAN, 2000). Sendo que para toda ação do organismo haverá um gasto energético, não apenas para as ações motoras, mas para o funcionamento geral do corpo e manutenção da homeostase. São as fontes energéticas que fazem nosso corpo “funcionar” e estas, por sua vez, utilizam-se da degradação de substratos como carboidratos, gorduras e proteínas com este fim.

A energia das ligações moleculares dos alimentos é liberada quimicamente no interior das nossas células e, em seguida, ela é armazenada sob um composto altamente energético denominado adenosina trifosfato (ATP) (WILMORE; COSTILL, 2001, p. 117). Dessa forma à medida que se produz energia acaba por consequência diminuindo as reservas de ATP, sendo necessário que esses estoques sejam renovados.

O organismo dispõe de diversos caminhos para a ressíntese de ATP, considerando dois tipos de obtenção de energia: via anaeróbica ou anoxidativa (feita na ausência de oxigênio) e via aeróbica ou oxidativa (na presença de oxigênio).

Na falta de oxigênio, temos a subdivisão de duas vias para a obtenção de energia: o sistema ATP-CP e o sistema glicolítico. O ATP-CP fornece energia para atividades que exijam grande potência, curtíssima duração (de um a 20 segundos) e não produz lactato. O glicolítico fornece energia para eventos com duração um pouco maiores que o anterior, porém também curtos, de 30 a 60 segundos. Utiliza-se da degradação da glicose e produz lactato. Já o sistema oxidativo, por sua vez, se mantém produzindo energia em exercícios mais prolongados e faz isto dentro das mitocôndrias.

As atividades do basquete, por sua vez, são intermitentes, pois apresentam frequentes transações de esforços de alta intensidade para períodos de recuperação e vice-versa (KOKUBUN; MOLINA & ANANIAS, 1996; LAMAS, 2006). Segundo alguns autores, as ações e as pausas do jogo de basquete ocorrem em sua maioria em um período entre um e 20 segundos. Outra quantidade importante de ações se dá entre 20 e 40 segundos (HADDAD; DANIEL, 2005).

O basquete mundial, nos moldes, atuais é considerado como esporte de movimentação rápida e seus atletas precisam ter desempenho versátil, pois são obrigados a se deslocarem em curtos espaços de tempo, com alto desempenho de acertos em suas marcações e, principalmente, na finalização de seus arremessos.

Durante o jogo de basquete são realizadas diversas ações motoras, como, por exemplo, saltos, lançamentos, arremessos, movimentos explosivos e corridas rápidas em várias direções, que dependem de diferentes sistemas energéticos. Essas ações motoras exigem fontes rápidas de energia utilizando o sistema anaeróbio alático como a principal fonte para a ressíntese do ATP, ou seja, utilizando sistema ATP-CP. Kokubum e Daniel (1992) corroboram com esta ideia, pois em um estudo com atletas adultos, utilizando como marcador o lactato sanguíneo, concluiu que, durante uma partida de basquete, há predominância do metabolismo ATP-CP.

As situações sucessivas de defesa e contra-ataque, que têm duração de aproximadamente 30 segundos ou mais, exigem o sistema anaeróbio lático, tendo como fonte o ATP proveniente da via glicolítica. Em contraste com os períodos de trabalho de menor duração, situações mais prolongadas como corridas moderadas durante o jogo dependem do sistema aeróbio, obtendo ATP preponderantemente através da oxidação completa da glicose e dos ácidos graxos (HADDAD; DANIEL, 2005).

Contudo, a característica intermitente do basquete, com ações de alta intensidade e elevada demanda fisiológica manifestada durante o jogo sugere a necessidade de um nível elevado e especializado de aptidão física para se alcançar o alto rendimento. Bem como sugere que o treinador ou preparador físico deva estar ciente de suas demandas energéticas para poder planejar o treinamento adequado e coerente com as necessidades impostas pelo jogo de basquete a seus atletas.

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