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Nenê é vaiado e vê Wizards perderem para Chicago Bulls






A vitória do Chicago Bulls sobre o Washington Wizards ficou em segundo plano em função da reação hostil da torcida contra os jogadores Nenê e Leandrinho (REUTERS/Ricardo Moraes)


A presença inédita da NBA no Rio de Janeiro com a presença de 13.635 espectadores, mesmo em um simples jogo de pré-temporada, seria suficiente para marcar história no basquete brasileiro. Mas a vitória deste sábado do Chicago Bulls sobre o Washington Wizards por 83 a 81, na Arena HSBC, ficou em segundo plano em função da reação hostil da torcida contra o principal astro da festa, Nenê Hilário.

Em seu discurso inicial para o público no meio da quadra, o pivô agradeceu a todos os envolvidos no evento da NBA no Brasil e ouviu impiedosas vaias das arquibancadas, como reação de seus constantes pedidos de dispensa da Seleção Brasileira – o último ocorreu recentemente na Copa América em que o time verde-amarelo não conseguiu vaga no Mundial de 2014. A propósito, o ato dos torcedores se repetiu a cada lance do atleta e foi ainda mais constrangedor no momento em que Nenê partiu para lances livres.

O mesmo ocorreu com Leandro Barbosa, atualmente sem equipe. Ainda no primeiro tempo, o armador acabou focalizado pelo telão da HSBC Arena e, no momento em que o locutor oficial do evento pediu as palmas do público, foram ouvidas novamente apenas vaias.

Em função de toda a pressão, Nenê teve uma atuação discreta na partida, com cinco pontos e seis rebotes. Sem a presença dos astros Derrick Rose e Joakim Noah, ambos vetados por lesão pouco antes do início, o reserva Taj Gibson comandou a vitória dos Bulls ao marcar 18 pontos. O ala Luol Deng contribuiu com 14 pontos. Pelos Wizards, o destaque foi Bradley Beal, com 16. Agora, as duas equipes retornam aos Estados Unidos e seguem a preparação para a temporada regular da NBA, que será iniciada no fim de outubro.

O jogo


A falta de entrosamento, a má forma dos atletas em pré-temporada e o desfalque de astros como Derrick Rose e Joakim Noah proporcionaram um nível técnico limitado ao confronto nos minutos iniciais. Aos poucos, as jogadas plásticas foram aparecendo. Primeiro, em um bloqueio de John Wall em favor do Washington Wizards. Na sequência, a resposta adversária: Jimmy Butler levantou a torcida ao enfrentar a defesa e conseguir uma enterrada feroz. Em função do melhor aproveitamento nos arremessos, o Chicago Bulls fechou o primeiro período com a vantagem de 23 a 19.

No segundo período, os Wizards ameaçaram reagir ao converter dois ataques seguidos, mas logo viram prevalecer novamente a força do conjunto dos Bulls, que foram abrindo vantagem naturalmente. Enquanto isso, Nenê seguia sofrendo pressão da própria torcida brasileira. Ao bater lances livres com pouco mais de dois minutos para o fim do período, o pivô foi vaiado. Logo em seguida, o brasileiro teve outra chance de marcar em uma infração e, desta vez, alguns fãs o aplaudiram. Ao fim do primeiro tempo, a vantagem do Chicago cresceu: 44 a 35.

Após o intervalo, o panorama em quadra seguiu o mesmo. Comandado por Carlos Boozer, os Bulls demonstravam ímpeto superior em buscar a vitória, enquanto os Wizards ainda cometiam alguns erros infantis. A parcial do jogo chegou a 73 a 62.

No último período, o soberano Bulls sofreu simplesmente um apagão. Em menos de cinco minutos, a vantagem caiu para apenas um ponto. O público se animou com a reação do Wizards, sem a presença de Nenê em quadra. Com 5min42 para o fim, o time de Washington assumiu a ponta em um arremesso perfeito de três pontos.

No fim, os Bulls apelaram para a volta de duas peças importantes. Kirk Hinrich comandou a armação das jogadas e Taj Gibson dominou o garrafão. O Chicago assegurou o triunfo de forma por dois pontos: 83 a 81.



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