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Análise técnica e tática do Basquete





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 A competitividade nas competições esportivas é muito grande. Uma das causas parece ser o conhecimento que cada equipe tem de si própria e dos adversários, já que os técnicos buscam minimizar os aspectos desconhecidos, pois cada decisão errada ou fator surpresa pode acarretar uma derrota.

    O conhecimento das características que definem qualquer modalidade esportiva e a análise dos tipos de exigências competitivas são imprescindíveis para se progredir, aperfeiçoar e elaborar programas de preparação e treinamento apropriados nos esportes coletivos (Barbero Alvarez, 2001).

    De acordo com Garganta (1996), o estudo do jogo a partir da observação do comportamento dos jogadores e das equipes, constitui-se em um forte argumento para a organização e avaliação dos processos de ensino e treino nas modalidades esportivas coletivas. As formas de manifestação da técnica, os aspectos táticos e a atividade física desenvolvida pelos jogadores são parte do conteúdo abordado.

    Para Janeira (1999), no universo dos esportes de rendimento e, particularmente, nos jogos esportivos coletivos, a observação de jogo tem-se revelado como um meio imprescindível para a caracterização das exigências específicas que são impostas aos jogadores em situação competitiva.

    Para que qualquer processo de análise tenha fidelidade e validade, é necessário desenvolver sistemas e métodos de observação que possibilitem o registro de todos os fatos relevantes do jogo de Basquetebol, produzindo-se deste modo informação objetiva e quantificável. A melhor maneira de ter um parâmetro para isto é a utilização da estatística e do "scouting" (Gapar, 2001). Uma partida de basquetebol pode ser analisada sob diferentes pontos de vista e através das mais variadas metodologias que são criadas, muitas vezes, sem um rigor científico, embasando-se na experiência dos observadores (na maioria dos casos, os próprios técnicos), o que não permite análises consistentes.

    De maneira geral um jogo de basquetebol pode ser analisado sob o ponto de vista:

técnico: quando se analisa o desempenho de um ou mais jogadores, procurando-se determinar o nível de suas ações, a execução dos fundamentos e a eficiência dessa execução, quantificando a ação através de uma determinada mensuração;

tático: quando se analisam situações desenvolvidas por pequenos grupos ou por toda a equipe, a partir de padrões pré definidos (plano tático de jogo) tanto na defesa, quanto no ataque.

    Qualquer das análises citadas anteriormente pode ser feita de forma objetiva (quando se procura quantificar ou nomear uma determinada ação), ou através de observações subjetivas (quando se tenta fazer uma observação qualitativa da execução técnica, ou da ação conjunta de pequenos grupos ou de toda a equipe).

    O conjunto dessas observações (objetiva/subjetiva; qualitativa/quantitativa) é chamado de "scouting", termo aceito universalmente na linguagem corrente do basquetebol.

    O "scouting" é a arte de detectar as variações do jogo e seus aspectos subjetivos, buscando sempre identificar o fator desencadeador das atitudes dos jogadores e das equipes (Gaspar, 2001).

    O "scouting" é, segundo Garganta (1996), a detecção das características e do estilo de jogo da equipe adversária, no sentido de explorar os seus pontos fracos e contrariar as suas dimensões fortes. Cosy e Power Jr. (1985) definem o "scouting" como uma observação qualificada que estuda um futuro adversário, servindo para aprender as estratégias e comportamentos dos jogadores e suas fraquezas, tanto individualmente quanto coletivamente. Brown (1983) afirma que o "scouting" é responsável por detectar características específicas como, por exemplo, qual lado da quadra o bom arremessador prefere usar, se o armador é destro ou canhoto, se o pivô executa um bom bloqueio de rebote e as principais movimentações táticas ofensivas e defensivas.

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