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A importância da agilidade em basquetebol






Treino é algo que não pode ser pensado sem o conceito de desporto e que não tem significado se não for treino para uma actividade. Quer individual, quer colectivamente, através do treino tenta-se alcançar índices de melhor rendimento. Além disso, é indispensável que aconteça uma actividade anterior (o treino) para que as pessoas possam estar melhor numa determinada actividade (por exemplo, o basquetebol). Contudo, não basta treinar diariamente para atingir altos níveis de rendimento, mas sim treinar com critério, ou seja, a quantidade é necessária mas deve ser complementada com a qualidade. Verifica-se então que os objectivos do treino devem centrar-se no desenvolvimento de aptidões funcionais dos sujeitos, tendo em vista o alcance de níveis de rendimento elevado.
A performance em basquetebol tem sido associada não só às habilidades técnicas adequadamente utilizadas nas diferentes situações tácticas de jogo, mas também aos aspectos da força, da velocidade, da agilidade e da capacidade de resistir ao esforço intermitente e continuado no tempo (Stone e Steingard, 1993; Janeira, 1994).
O basquetebol, entre outras capacidades coordenativas e condicionais assenta na agilidade. Aliás, um aumento dos níveis de agilidade é um dos objectivos principais de um programa geral de condicionamento em basquetebol. A agilidade aplicada ao basquetebol é definida como a capacidade de rapidamente mudar de direcção e segundo Hanrahan (1988) pode ser dividida em geral e específica. Este autor sugere ainda que a melhor forma de melhorar a agilidade é continuar a prática correcta de padrões de movimento específicos. Apoiando-nos ainda neste treinador-adjunto de basquetebol, verificamos que ao promovermos esta atitude estaremos a aumentar o nível de coordenação do movimento, que é uma parte vital da agilidade.
Numa mesa redonda que reuniu treinadores e preparadores físicos de basquetebol e cientistas do treino, num total de 12 participantes, esta componente atlética (agilidade) foi elencada por ordem de importância (em que 1=melhor e 9=menos importante) relativamente às posições específicas da modalidade (base, extremo e poste). Assim, temos:

• Base: 2º (2 participantes), 4º (3 participantes), 5º (5 participantes), 6º (2 participantes);
• Extremo: 2º (3 participantes), 4º (2 participantes), 6º (4 participantes), 7º (3 participantes);
• Poste: 4º (5 participantes), 5º (5 participantes), 6º (2 participantes).
Como exercícios preferenciais no sentido de incrementar os níveis de agilidade dos basquetebolistas, aqueles especialistas sugerem: suicidas, saltos de bancos e saltos à corda.

Num estudo realizado por Latin e colaboradores (1994) em basquetebolistas masculinos da Divisão I da NCAA, os autores constataram que os postes eram os jogadores com níveis mais baixos de agilidade. Neste estudo participaram 27 atletas (9 bases, 12 extremos e 6 postes), tendo os bases revelado os maiores índices de agilidade, seguidos dos extremos.
Segundo Manuel Comas (1991) a agilidade em basquetebol aglutina as outras capacidades, ou seja, implica uma correcta interacção de quase todas as outras. Deste modo, o autor entende que se desenvolvendo as restantes capacidades, estar-se-á promovendo a capacidade de movimentar o corpo no espaço, de uma forma ágil.

Referências:

• Hanrahan, M. (1988). Preseason conditioning program using five-week station exercises. NSCA Journal, 10(1), 26-29.

• Janeira, M.A. (1994). Funcionalidade e estrutura das exigências em basquetebol. Um estudo univariado e multivariado em atletas seniores de alto nível. Dissertação apresentada a provas de doutoramento, FCDEF – UP, Porto.
• Latin, Richard W.; Berg, Kris; Baechle, Thomas (1994). Physical and Performance Characteristics of NCAA Division I Male Basketball Players. Journal of Strength and Conditioning Research, 8(4), 214-218.

• Stone, W.J.; Steingard, P.M. (1993). Year-round conditioning for basketball. In P. Steingard (Ed.). Clinics in Sports Medicine, 12, 2, 173-191. Basketball Injuries. W.B. Saunders Company, Phyladelphia.

Dr. Eduardo Santos

eduardosantos.basket@gmail.com




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