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Qualidades físicas na preparação do Basquete





    No que tange as qualidades físicas envolvidas, o Basquetebol apresenta uma gama bastante diversificada, onde cada uma é empregada em movimentos técnicos e específicos que se combinam com fluência, a fim de proporcionar inúmeras movimentações táticas no transcorrer da partida.

    Força, velocidade, potência, resistência, flexibilidade, coordenação e equilíbrio e suas variações, são qualidades físicas amplamente utilizadas e combinadas durante uma partida, e, por isso, também devem ser trabalhadas nos treinamentos, para que os movimentos tornem-se mais precisos e energeticamente econômicos, resultando em melhor rendimento e desempenho dos atletas durante o jogo.

    Portanto, as exigências da preparação física coletiva do Basquetebol, em bases gerais, se assemelham às do método de treinamento conhecido como - intervalado - em face da ocorrência de alternâncias entre períodos de esforços e períodos recuperativos, caracterizando o desporto através da realização de esforços intermitentes.

    Conhecer as características morfológicas dos atletas também é de muita importância para a preparação física no Basquetebol, uma vez que são elas quem dão as condições para o treinamento das qualidades físicas necessárias a um bom desempenho.

    Os jogadores de Basquetebol, normalmente, apresentam características ectomórficas; uma das três características do somatotipo humano, caracterizando-os por troncos menores, músculos e membros finos e longos e baixo acúmulo de gordura corporal, com um aspecto da compleição física relacionado à alta estatura e a magreza do corpo. Ectomorfia é a linearidade; relacionada ao comprimento dos ossos e a superfície da pele, pois, quanto mais longos os ossos de uma pessoa, mais longilínea ela é e mais componente ectomórfico ela tem (McARDLE; KATCH e KATCH, 2003).

    Adenda-se, por fim, duas ultima considerações, primeiro: que o trabalho com pesos (musculação) também deve ser amplamente utilizado dentro da preparação física na modalidade, pois os exercícios localizados, também intermitentes, devem servir para o fomento desta especificidade de trabalho, devendo-se construir uma base generalista de desenvolvimento da força muscular, vislumbrando orientá-la para o desenvolvimento, final, da potência muscular, que é a capacidade física mais específica para o jogo.

    Justifica-se essa ordem no fato da potência muscular somente ser plenamente alcançada, considerando-se que ela deriva das bases fundamentais da física, onde P (potência) = F (forca) x A (aceleração); onde na fase inicial de preparação deve-se preconizar os exercícios com altas cargas e baixas repetições, para o desenvolvimento da força muscular, e na lapidação, os exercícios com cargas menores, executados de maneira mais próxima aos movimentos do jogo e de forma intensa, intencionando o aprimoramento da capacidade muscular em produzir movimentos rápidos e vigorosos para o jogo.

    Segundo, que tudo o que fora citado e discutido até aqui somente será plenamente atingido através da utilização de métodos de - avaliações físicas - dentro da máxima especificidade possível, pela utilização de testes e protocolos que possam propiciar a coleta, a analise, e a aplicabilidade, também, dentro desses parâmetros de máxima especificidade para o Basquetebol.



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